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domingo, 22 de novembro de 2009

Silêncio!!!




Silêncio!!!
Apague a luz, feche a porta!
Preciso dessa solidão
É preciosa demais para mim
Quero me perceber melhor
Descobrir por quê meu olhar
Anda tão perdido de mim
Por quê meus pensamentos
Já não são tão meus…
Minhas emoções insistem
Em ocupar o lugar da razão
A razão de viver não estaria
Na casa da emoção
Entre quatro paredes?
Começo a pensar que sim...
Vou começar a arrumar a casa
Deixá-la bem aconchegante
Pois quem eu esperava
Devagar vem chegando
Não quero mais adiar
Sei que a vida ainda
Me reserva muitas surpresas

Rita Encinas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Poesia para Juliana






Juliana
Como toda boa escorpiana,
É ciumenta, mas isso é um alento,
De quem ama não descuida
Em nenhum momento.
Muitas vezes também é briguenta
Retruca, cutuca, indaga
Não fica sem resposta para nada.
Mergulha dentro de si e retorna,
Com sua estonteante ternura
Que encanta e apaixona
Outros tantos loucos
Que fazem de seus sonhos
A mais linda melodia,
Que apenas os anjos
São capazes de interpretar!

Rita Encinas

domingo, 25 de outubro de 2009

Aparências





Nem tudo transparece
O que parece pouco, transborda
O que parece muito não basta.
Muitos sorrisos não te alegram
Mas poucas lágrimas te comovem
Muita saudade não te faz ouvir
Bastaria apenas um grito.
Trocaria mil poemas
Por um único verso
Calado por um beijo.
Sentir muito de nada vale
Já é tarde, o tempo não volta.
As lembranças flutuam no espaço,
Muita peças de um quebra-cabeça
Seriam preciso para devolver
Muitos pedaços de mim
Que ficaram naquele abraço.
E por te amar com tão pouca lucidez
Que esperarei por ti em sonho
Para sorrir e chorar tudo outra vez!

Rita Encinas

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vermelho



Sou vermelho
Como o sangue que pulsa
Trazendo emoções à vida
Como a roupa da criança
Que chega ao mundo
Como o mar que se abriu
Em um momento de glória
Como o fruto proibido
Que incita ao pecado
Como o ocaso, que precede a noite
Trazendo consigo desejos
Como a rosa que fere
Com seus espinhos ingênuos
Como os lábios da amante
Que clama por beijos ardentes
Que provoca com seu vestido,
E com suas unhas rasgam
O cetim, cúmplice de seus segredos!
Vermelho…

Rita Encinas

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eternos momentos




Há momentos que se eternizam...
Troca de olhares
Sem pressa
Decifrando cada instante
Toques que falam por si
Descobrindo cada uma
Das fases ainda não conhecidas
Sons, silêncios e tremores
Percebidos somente por dois
Que fazem desse momento
Um estado de espírito
Um lugar nunca antes habitado
Vozes entrelaçadas
Em suspiros trocados
Nesse instante há só
Um doce intruso
Que junta-se aos dois
Como se fizesse parte deles
Um puro e límpido
Som que se faz melodia
Ao acariciar a janela...
Água da chuva!

Rita Encinas

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Enfim, o encontro




O tempo, ah o tempo!
Me lembro bem
Eu ainda era menina
E já sonhava contigo.
Sabia de cor tuas melodias
Entendia perfeitamente cada gesto
Conhecia cada linha de teu rosto
Tua voz suave que embalava meu sono
Era a mesma, só que grave
Quando pedía minha atenção
Dizendo: Por aí não!
Às vezes eu fingia não entender
Porque o perigo sempre me atraíu
E sempre quis conhecê-lo
E tu, sabendo disso,
Também fingias não ver,
Achavas graça em cada erro meu
E deliravas em me ver amadurecer
Em cada deslize sentia-me mais perto
Eu sabia que precisava disso tudo
Superar amargas experiências
Chorar primero, para depoís sorrir
Trilhar por caminhos tortuosos
Experimentar a dor e conhecer seu sabor
Pois só assim, ao encontrarmos enfim
Teríamos a certeza
De que fomos feitos um para o outro!

Rita Encinas

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Encanto das flores


Hoje quero ser somente
o encanto das flores
que enfeitam
os cabelos da menina,
Sem pensar
que o amanhã
chegará.

Rita Encinas

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Poesia em outra dimensão




Encontro-me em outra dimensão
Onde amar e ser amada
Não é fantasia, e sim magia,
Simplesmente acontece
Toda vez que amanhece,
A brisa tras o perfume das rosas
Em forma de versos,
O sol e a lua
Ficam a toda prosa,
Cada onda do mar
Chega até a areia
Deslizando lindos poemas
A tempestade de rimas
É anunciada por sonoras trovas
A chuva cai em forma de letras...
Surgem palavras como zumbidos
Que só podem ser decifradas
Se sussurradas ao pé do ouvido

Rita Encinas

Aquavalo



Ah, quem dera eu ser
Uma pantera
Com olhos de lince
E a astúcia de uma serpente!
Sou apenas uma aquariana
Intuitiva e sagaz
Com a impulsividade
De um cavalo
E que acredita
No sexto sentido!

Rita Encinas

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Poção mágica




Sai em busca de elementos raros
Para compor uma poção mágica
Que findasse completamente
As dores causadas por esta paixão,
Deixando somente boas lembranças
Para aquecer, e não apertar o coração.
Peguei então, um quarto de lua
No momento em que ela comtemplou
Nossos corpos unidos em um único laço,
Faíscas de relâmpagos
Soltas em um beijo ardente
A cauda de um cometa
Que nos levou ao infinito,
O arco-íris, que tornou-se tenda
E misturou-se aos lençóis de seda,
O canto do colibri que se fez melodia
Com cifras marcantes de desejo,
A brisa calma da manhã
Com o inebriante aroma de dama da noite,
Uma tempestade de verão
Que levasse consigo as lágrimas de saudade,
E um raio do sol, que traduzisse o brilho do teu olhar
Para que toda vez que eu te lembrar
Eu pudesse até chorar, mas somente de emoção!

Rita Encinas

domingo, 27 de setembro de 2009

Tire-me de teus sonhos



Tire-me de teus sonhos rapaz!
Posso tornar-me teu maior pesadelo
Conheço todos os teus receios
E os caminhos do labirinto
Que alcançam tua alma.
Posso apenas com um olhar
Te partir ao meio
Arrancando de ti
Teus mais íntimos segredos.
Sou a bruxa malvada
Dos teus contos de fada,
O veneno da fruta,
O espelho quebrado,
O nariz arrebitado,
Que incita o pecado.
O cavalo negro
Que te joga ribanceira abaixo
A espada certeira do vilão
Que atinge em cheio teu peito
Calando toda tua paixão.
Tire-me de teus sonhos rapaz!
Eu sou tua "verdade"!

Rita Encinas

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tim tim


Depois de minhas tempestades,
Abro-me em arco-íris
E brindo com o Sol!





Rita Encinas

Amores


amores...
sejam em forma de flores
ou em irremediáveis dores
como esquecê-los?
sempre temos um
verso cheio de cores
que nos faz lembrar
de todos nossos amores!

Rita Encinas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Minha paixão é como magia




Hoje o sol não me deu bom dia
E minha alegria, que já era pouca
Fez do teu retrato sua companhia
Meus lábios tristes beijaram tua boca

Ter você agora era tudo que eu queria
Tua pele tornando-se minha roupa
Em minhas longas noites frias
Minha alma ficaria leve e a solta

Em pensamento te chamo noite e dia
A voz de meus sentimentos se faz rouca
Teus olhos negros do retrato me vigiam
E essa vontade de você me deixa louca

Minha paixão por você é como magia
De menina, me torno mulher revolta
E todas rimas de minhas poesias
São como flores saindo de minha boca!

Rita Encinas

domingo, 20 de setembro de 2009

Fazendo arte



Eu pinto, bordo,
Ás vezes corto...
O caminho,
Pulo os espinhos.
Deito, rolo, transbordo...
O pote cheio de melado
Faço arte, brinco, ameaço...
Desfazer os laços
De fita, assustando a menina.
Picho o muro, grito no escuro...
Pesadelos adentram a madrugada,
Danada! Não quer que amanheça.
Salto de para quedas
Quebro a cascata
Misturo-me ao arco-íris
Gorjeio...
Me confundo
Na imensidão do azul...
Alço voo!

Rita Encinas

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pessoas raras


Pessoas entram,
Se hospedam,
Saem de sua vida.
Portas sempre abertas
Alertas a todos os sons
Horas marcadas
Ou adiadas
Mas, inevitáveis
Nem todos que chegam
São bem vindos
E os que se hospedam
Toleráveis ou insuportáveis
E os que se vão
Fazem falta
Às vezes, já vão tarde.
Mas há os que chegam,
Se hospedam
E não se vão,
São aqueles que
Possuem um lenço
Sempre a mão,
Um ombro como consolo
E um sorriso
Que te levanta do chão
Com um abraço forte
Mesmo que distante
Desfaz a solidão
E lágrimas brotam
De contentamento
E faz aquecer o coração.
Palavras são desnecessárias
Por serem mútuos os sentimentos
Tudo se sabe um do outro
Perfeita sintonia!
E quem diria
Que nos dias de hoje
Pessoas assim haveriam?
São eles que fazem
"Amanhecermos" a cada dia!
Amigos... Irmãos por opção.

Rita Encinas

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O jogo


Cara ou coroa?
Cara metade, coroa dourada
Aura dispersa coroada de dúvidas
Conto de fadas com final incerto
Caminhos estreitos, estradas escuras
O óbvio incomoda, códigos atraem
Que graça tem perder-se no clarão
Se a mágica acontece no breu?
O que é meu e o que é seu?
As cartas estão na cartola
E o coelho não está na mesa
A surpresa não é a mesma.
Deixe que eu escolha a arma,
Não se preocupe!
Não quero arma de fogo
O disparo já te acertou em chamas
Nem quero arma branca
Prefiro uma taça de vinho
E um lenço vermelho de seda.
Xeque mate!

Rita Encinas

domingo, 13 de setembro de 2009

Rosa - Acróstico

R ubra é a cortina que se abre
O utro espetáculo se inicia
S ublime é o canto da vida
A mor transformado em poesia

R iscos e rabiscos compõe sua história
O poeta sempre está atento
S obre papél ou em pensamento
A lcança as rimas de seus momentos

R osa sempre é a sua musa
O utras flores ele até usa
S emeando perfumados versos
A cariciando corações diversos


Rita Encinas

sábado, 12 de setembro de 2009

Tua ausência



Tua ausência é dor que não passa
São lágrimas que não desabafam
É sorriso amarelo em dia azul
Olhar perdido em linda imagem
De um por de sol que vai ao longe.
Todos os espaços lembram você,
Sua voz, seu sorriso, seu olhar
Que espero dia e noite pra me completar
Preencher o vazio que paira no ar.
Saudade que aperta o peito,
Que sufoca, entristece, magoa,
Não é um sentimento à toa
Enobrece, engrandece, dá vida,
Porque essa saudade imensa
Só se sente de quem se ama!

Rita Encinas

O tempo

O tempo é cruel
quando o coração
chora de saudades...
Mais cruel ainda,
quando chega 
a hora de partir.



Rita Encinas

Olhos da alma

"Para qualquer lugar
que eu olhe,
sempre te vejo...
Mas te percebo
melhor quando
olho para dentro
de mim mesma."


Rita Encinas

Meu amor

Todo amor que lhe dedico, é simplesmente "meu",
porque retorna à 
mim com maior intensidade.
                                                            Rita Encinas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ser perfeito

Toda insanidade é pouca
Quando se tenta ser perfeito!
Colocar para fora
todos os “demônios”
Para que possam ser
tranformados em “anjos”
Transformar o ódio do “eu”
em amor ao “próximo”
Só é possível para
quem consegue ser excêntrico!


Rita Encinas

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Somente um abraço



...E sentia-se só.
Mas não era uma solidão qualquer,
Era saudade de quem jamais voltaria.
Em sua memória lembranças
De um tempo que era só de alegria
Aqueles momentos ficarão guardados pra sempre
Em seu coração, não deixando a alma vazia
Não podia deixar de acreditar
Que o reencontraria um dia
E sem precisar nada falar
Daria lhe o último abraço,
Aquele, que ficou faltando
Que há muito estava guardando
Por estar nele o seu pedaço,
Sua dolorida companhia.

Rita Encinas

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Surpresas



Gosto quando chegas sem avisar
Me enchendo de surpresas
Com um cenário aconchegante
Castiçais dourados sobre a mesa
Sustentando chamas insinuantes
Que dançam feito odaliscas
Faíscas de paixão e desejo
Incensos que exalam flutuantes
A essência de dama da noite
Escandalizando o sutil aroma de rosas
No qual estende-se o tapete em pétalas
Onde meu corpo se ajeita e te espera
Enquanto preparas um drink
Emergindo cerejas cintilantes
Que uma a uma colocas
Em minha boca com a tua...
Ah... Que delícia!

Rita Encinas

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pedra em pérola


Vida e morte

A sorte do recomeço
Chance de evoluir
Infinitas vezes
Amanhecer,
Crescer, florir
Descobrir novos
Ou tortuosos caminhos,
Espinhos cravados
Em vidas passadas
Adiados, transferidos
Pedras nos sapatos
Deixando pés descalços
Alívio momentâneo
Quebra de promessas.
Pra quê a pressa
Se tem a vida inteira
Pra transferi-las
E deixar de cumpri-las?
Afinal, tudo se esquece,
E a cada dia
Uma nova pedra aparece.
Mas apenas os pés calejados
Conseguem tranformá-las
Em pérolas

Rita Encinas

domingo, 30 de agosto de 2009

Tempo...



Ah, que dia!
Como eu queria que tivesse
Durado mil noites
E infinitas tardes de chuva,
Esquivando-se assim o tempo
De um pretérito mais que perfeito.
Todos os ponteiros cairiam
Deixando suspensos os pêndulos
Congelando aquele precioso tempo
Que teus braços me envolviam
Em tamanha fúria contra o tempo
E teus lábios calavam toda a espera...
Ainda consigo contar aquele momento
No pulsar descompassado do teu peito
Que insiste em tirar o compasso do meu
Toda vez que eu te lembro!

Rita Encinas

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Meus sentimentos em você



São teus os meus sentimentos
Aqueles... você bem sabe!
E bem sabe lidar com eles.
O medo, você coloca em um pára-quedas
Que quando se abre
Percebo que ele nunca existiu;
A tristeza, em um frasco de espuma
Que transforma-se em bolhas
Colorindo os meus dias;
A decepção, em um barquinho de papel
Que flutua em ondas de calmaria
Até encontrar o sentido da vida
A loucura, você deixa solta
Quanto maior, mais te parece pouca
A paixão, você deixa queimar
Deixando a chama da última vela
Para nos vigiar.
E o amor?
Ah, esse não conta!
Ele se faz sozinho
Por um caminho
Que só você encontra!

Rita Encinas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Adoro voar...


Tantas coisas deixei de ouvir
Outras tantar de falar...
Deixei tudo por conta das reticências
Que eu pensei que falassem por si.
Melhor assim...
O imaginário fala mais.
Ah, e como é bom viajar!
Adoro voar e pousar
Nos mais íntimos de seus desejos,
Sinto sua aura sobre mim
Envolvendo-me suavemente
Como um manto de cetim
Em um abraço sem fim.
Lentamente a brisa torna-se canção,
Sopranos e tenores de gaivotas
Completam a melodia,
E dançando juntos, nesse espaço secreto
Esquecemos da noite e do dia.
Nesse momento ouço
Do brilho de seus olhos
O que eu mais queria!

Rita Encinas


terça-feira, 25 de agosto de 2009

E assim, se foi



E ele se foi, com todo o silêncio
Que o agredira profundamente,
Sem a resposta que queria,
Sem a peça do quebra-cabeça
Que findaria o pranto da dúvida.
Qual seria o enigma
Da última palavra da serpente?
Ele jamais saberá!
Ela usara de toda sua astúcia
Pra que assim fosse...
E nunca mais ouviu-se falar
Daquele que insistiu
Em subestimar a intuição
De quem um dia
Ele jurou amar!

Rita Encinas

Onde está o mar?


Conheço todos teus medos,
Segredo de um cofre mal fechado
Violado por minha insistente avidez
Desespera-te pensar em não mais me ver
Acelera o teu passo, que passo a limpo
Toda a vez que por mim passas
Finjo que não te vejo, disfarço
Deixo no caminho, uma trilha
Rastilho, e o fogo persegue
Tuas ruas, tuas esquinas
Segue teus pensamentos
E, como numa armadilha
Desemboca nos meus...
Tua boca na minha se perde,
Chamas alastram-se...
...E o mar está longe!

Rita Encinas

sexta-feira, 21 de agosto de 2009



O homem que difama

Uma mulher, seja ela quem for
Não é digno de ter
Nenhuma mulher em
Sua Vida, nem mesmo
A sua própria mãe!

Rita Encinas

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tua Menina


Sinto-me como se eu fosse a menina
Que teus olhos insistem em querer pra si.
Envolve-me em tuas castanhas íris
Como um abraço quente.
A cada lágrima submerjo
E flutuo em um mar sereno,
Em um piscar de teus olhos
Converto-me em uma sereia
E num suave canto
Torno-me teu encanto
Levando-te à uma ilha alheia
E com a proteção de teus cílios
Adormeço por uma vida inteira

Rita Encinas

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Dor do Abandono



E foram todos embora
E deixaram aquela alma pura
No escuro de seus pensamentos.
Ninguém conseguia entender
Uma palavra sequer
Daquele que declamava
Puros sentimentos
Em suas noites de solidão.
Nem as andorinhas
Queriam acompanhá-lo
No acorde de suas angústias
Fecharam-lhe todas as cortinas,
Mas sobrou-lhe um lenço
Pra aparar suas lágrimas
Que despencavam como um rio
E, a cada lamento
Perguntava à sua conciência
Sua única fiel companheira
Qual teria sido o motivo
De tão doloroso abandono.
Ela não queria confessar-lhe
Por saber que causaria
Uma dor maior ainda,
Mas deu-se por vencida
E disse-lhe:
Seu maior erro foi ter a ilusão
Que ninguém jamais descobriria
A farsa que trazia por tras
De teus olhos ingênuos

Rita Encinas

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Em minha vida
Permito somente
a beleza da rosa

Sem deixar
que seus espinhos

Me agridam...
Deixei todos eles
no passado!


Rita Encinas

domingo, 16 de agosto de 2009

Ilusão, nada mais


Bendito desenlace
Provocado por palavras
E atitudes mal entendidas
Que por impulso, não contidas
Afloraram despercebidas

Bendita insegurança
Que te causou tremores
Em um momento
Que deveria ser
Somente de amores

Bendita a pressa
Do teu desespero
Que meu destempero
Me fez acordar
De um pesadelo

Bendita a inconclusão
De um ato insano
Que talvéz por impotência
Ou excesso de êxtase
Não me tornou mais impura

Bendita confusão
De teus atos
Que me fez de fato
Enxergar o que trazias
Dentro de si

Bendito ciúmes
Que quebrou o encanto
De uma paixão
Que compreendi aos prantos
Ser apenas uma ilusão
E nada mais

Rita Encinas

sábado, 15 de agosto de 2009

Não sou capaz



Não sou capaz de resistir
A todas as tentações,
De suprimir todos meus desejos
Matar todos meus anceios
Enclausurar-me para não pecar
Para impedir os tropeços
Para não sofrer as consequências
Dos meus atos impulsivos
Ser um anjo de candura
Ter a alma completamente pura
Ser criança eternamente
E crer totalmente na ternura.
Não, eu não sou capaz...
Porque prefiro me deixar
Cair em tentação
Do que não conhecer
O sabor da vida!

Rita Encinas

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Tempo de um Amor



O tempo nunca é perdido,
Apenas é bem ou mal vivido
Quando um amor se vai
Tentando outro encontrar,
Procurando espaços preencher
Logo outro amor vem
E parece ser o primeiro.
E cada amor é vivido ao seu tempo
Sem hora pra começar
Muito menos pra acabar
E sempre parece eterno,
Pode-se chegar ao céu
Ou ao inferno
Dependendo do momento
Que o amor se faz
De ternura, aquece a alma
De loucura, perde a calma
Cada um a sua forma.
E o que importa a textura,
Densa ou relevante?
Ele sempre é mutante!

Rita Encinas

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cada cor, uma emoção



Passagens secretas,
Labirintos de ilusões,
Emaranhado de fibras,
Discretas nuances,
Tons de cinza cobrem a tela
Formando teias, armadilhas
Seria pouca toda cautela
Mas o desconhecido
Atrai, alucina
Então insisto nessa trama
Minuciosamente sigo
Cada vestígio, cada linha.
Aos poucos vou encontrando
Uma cor que se encaixe
A cada emoção contida,
Sentimentos afloram.
E a tela lentamente
Vai se tornando colorida.
Muito complexo, nada fácil
Mas, com muita calma,
Consigo alcançar tua alma!

Rita Encinas

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Teu Silêncio



Minha paixão se faz urgente
Lágrimas jorram peito afora
Pulsa forte, quase sangra
Chora tua ausência, que demora!
Vendavais não tem a mesma força
Que meus pensamentos
Para trazer-te agora
Nuvens teimosas vão e vem
Encobrindo teu rosto
Que vejo refletido na lua
E nesse abrir e fechar de cortinas
Teus olhos pequenos, duas amêndoas
Marejam percebendo que em mim
Ficou tua metade esquecida
E abraçando a minha
Que levaste em tua partida
Silencias e, mal sabes
Que o teu silêncio
Abre mais a minha ferida!

Rita Encinas

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dentro do Espelho



Há muito tempo
Talvéz por séculos
Olhos cruzavam-se
Perdiam-se um no outro
Como um espelho, refletiam-se
Saboreavam cada instante
Como se fosse o último
Seus toques eram suaves
Tal qual a brisa da manhã
Abraçando-lhes calmamente
Troca de flores e canções
Tornavam o cenário envolvente
A cada acorde, suspiros
A cada pétala, inspirações
Essências perdidas em uma paixão
Que tinha pressa de viver,
Precisaram parar o tempo
E começar denovo
Para compreender e sentir
O que é o amor finalmente!

Rita Encinas

sábado, 8 de agosto de 2009

Tua Prosa



Te encontro em
Tramas de letras entrelaçadas
Distraídas, camufladas
Entre linhas perplexas
De versos alucinantes
Envolventes e carentes
De rimas perfeitas
Que traduza cada sílaba
Em que sibilando recito
O enredo do meu poema
Que insiste em ser o tema
De tua prosa que acaricia
Meu verbo que te soletra

Rita Encinas

Aroma que Embriaga



Nada é tão preciso
Quanto o golpe do teu olhar
Que agride e estilhaça
De forma sutil, ameaça
Quebrar o vaso cristalino
Em que deixaste tua rosa
Que por muito tempo
Adornou um canto escondido
De uma de minhas faces
Que te pareceu a mais formosa
Que te provocou cobiça
Por ser a mais sinuosa
Cheia de ondas calorosas
Em que em alto mar de desejos
Encontraste teus mais secretos anseios
Esse olhar, que agride e ameaça
Chega até mim em forma de encanto
No momento em que toda tua palavra
Cala, simplesmente exala
O aroma que embriaga
Todos os meus sentidos

Rita Encinas

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ainda é Cedo

Tempo marcado
Com ponteiros incertos
Minutos contados
Segundos marcantes
Areia colorida escoa
Cada grão, uma vertigem
Cronômetro dispara
E nada se compara
Àquele momento
Em que o ocaso
Chegou junto com a lua
E nos disse:
"Ainda é cedo"!

Rita Encinas